30.5.06

Pedras no caminho? (Manif 24)

"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço que a minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá a falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e tornar-se um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um não. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta."


"Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."
(Fernando Pessoa)



Há tempos recebi um e-mail do nosso amigo Missé com esta mensagem que acabo de publicar. Alegrem-se!
ps: Missé espero que não te importes... tomei a liberdade...

15.5.06

Optimismos (Manif 23)

Optimismos soar-nos-ão em mil melodias pópe deitadas na rua enquanto as pisamos. Talvez soando com uma guitarra electrificada e berrando aos ouvidos de sorriso rasgando caras fechadas. Um dia farão justiça e dirão a alegria do róque éne róle. E cantarão até caírem de riso e paz.

Texto de MLP - Desorientados

12.5.06

Abraço (Manif 22)


Poder finalmente sentir de novo a Alegria do Teu abraço de Amor!
Desenho e texto de: Pica

11.5.06

Onde nascem as albas e os arco-íris (Manif 21)

Onde nascem as albas e os arco-íris

É onde vivem as pombas brancas que

Voaram da minha mão. Chamo-as com

A voz que me deram os dias azuis

E elas respondem, pousam-me nos dedos

Estendidos ao vento. Cantam para mim

Melodias de outros dias e contam-me

Lendas do futuro. "Só és obrigado

A ter Esperança" aconselha ou ordena

(não sei bem qual) uma delas e eu

Compreendo-a. Esperança é a única

Que vale a pena ter, viver, ser.

Nas boreais auroras e no princípio

Das ondas, aí é onde eu aguardo

Que as pombas regressem, brancas

Como as melodias que cantam,

Com que me embalam junto ao

Sol poente dos dias que passam,

Esperançosos como eu.

José Maria Archer - Palavras Letras
09/05/2006

10.5.06

Manifestações de Alegria (Manif 20)

Um mês cheio de festas de anos de amigos. Correr para um comboio que
se consegue apanhar. Mudar de casa e descobrir um pôr-do-Sol novo na
janela da sala. Um beijo que se deu. Uma família de indianos no metro,
dois pais, uma filha, três filhos, um deles deficiente profundo de que
todos cuidam carinhosamente entre a Alameda e a Baixa. Um sorriso
depois de comprar a Cais. O tic-tac do relógio de parede no quarto da
avó. Dar prendas às pessoas. Descobrir um problema novo de que ainda
não sabemos resposta. Um quadro de Dali que é tão evidente mas que o
meu colega não entende. Uma cara carrancuda durante demasiadas tardes
de Sol. Um poema escrito há muitos meses. Pessoas cheias de ideias
malucas e histórias mirabolantes. Perder-se e reencontrar-se num jipe
na noite de 24 de Dezembro no nevoeiro da Serra da Estrela. Ler a
Sinfonia Pastoral e achar que ainda somos um pouco cegos. Olhar as
pessoas na rua e imaginar as histórias que as suas faces gastas
escondem. Acariciar os bichos que nos são queridos. Escutar a
sabedoria dos 80 anos da avó e rir-se da ingenuidade com ela ouve o
noticiário. Comprar um quadro a uma amiga. Entrar no mundo interior de
alguém pela escrita do Mário Cesariny. Ouvir dizer poemas de
improviso. Chocar os presentes com dose e meia de verdades. Ler uma
crónica simples, lúcida, directa e luminosa. Apreciar a beleza e
sabedoria femininas. Ouvir o Dixit Dominus de Handel ao vivo, pela
primeira vez, do alto das galerias do CCB. Chapinhar na água depois de
virar um barco à vela. Analisar um gráfico que demorou dois dias de
cálculos num computador razoável. Ler um jornal com várias notícias
boas. Viajar para longe só porque nos apetece. Viver a alegria porque
não se está sozinho.
A vida não é feita de pequenos nadas.

Texto de Zé Filipe - Enchamos tudo de Futuros

9.5.06

Mais livre que nunca (Manif 19)

São Paulo dizia a certa altura que já não era ele que vivia, mas era Cristo que vivia nele! De facto, esta Páscoa pode e deve ser este espaço de tempo onde apostamos especialmente na nossa própria conversão, olhando para o nosso interior com o optimismo próprio de quem é levado pelo exemplo de Alguém que por nós morreu, mas que três dias depois ressuscitou! Olhando então com optimismo, somos chamados a cristianizar as partes mais pagãs em nós! Deixarmo-nos amar pelo nosso Querido Pai! Jesus morreu por nós... agora que Ressuscitou, vamos deixar que Ele viva em nós! Com a alegria de quem volta a viver, mais livre que nunca!

Contributo de AVC - Pensar Cristo

8.5.06

Inconformismo (Manif 18)


In, José Luis Cortés, «Um Deus chamado Abba», Ed. Estrela Polar, 2006, p.121.

Enviado por: Paulo (Regador)

5.5.06

Estará a nossa vida escrita nas estrelas?

“Navegavam sem o mapa que faziam.” (Sophia)

É importante ter consciência que teres sempre uma enorme dificuldade em compreender muito do que diz respeito a Deus. Devemos por isso ter um certo cuidado e, não ser demasiado apressados a proclamar certezas absolutas. Deus supera as nossas certezas.
Feita esta introdução, gostava de referir um aspecto que muitas vezes me incomoda.
É comum ouvir expressões como. “Tinha chegado a sua hora”; “Todos temos a nossa hora marcada” ou ainda “Se Deus quis que assim fosse…”.


Pergunto-me se este tipo de afirmações, soltas, por vezes, em momentos bem difíceis, não revelam que temos uma certa tendência em trazer para o cristianismo uma ideia que julgo ser incompatível com a nossa Fé. Refiro-me à ideia de Destino.

Somos livres. Deus fala-nos através de todos os acontecimentos, os que nos trazem entusiasmo e aqueles que nos fazem sofrer. Em todos somos chamados a aprofundar a nossa comunhão com Ele. Mas isso é diferente de acreditar que Deus nos manda acontecimentos para isto ou para aquilo… Em todas as situações somos convidados a confrontarmo-nos com Deus para perceber os apelos que Ele nos faz, mas a nossa vida não está escrita nas estrelas… Deus criou-nos Livres, para que livremente pudéssemos deixá-Lo entrar na nossa vida.

Há pouco tempo ouvi um Irmão de Taizé dizer uma coisa que me ajudou imenso.
A confiança de Jesus no Pai, durante o processo da paixão não vinha o facto Dele saber que estava tudo muito bem planeado pelo Pai, não era uma confiança simplista que ignorava a gravidade da situação. Mas, Jesus sabia que acontecesse o que acontecesse, o Pai seria capaz de criar algum de bom a partir daquilo que os homens colocassem nas suas mãos, sabia que Pai responderia sempre ao mal com o Bem.

Deus não manipula a nossa vida ou a nossa liberdade, mas podemos sempre entregar-lhe TUDO o que vivemos.

Desafio: usem a caixa de comentários para debatermos a ideia de ligação entre Deus e o destino...Obrigado!

4.5.06

... (Manif 17)

Meu Deus,
Tu estás oculto de nós,
embora os céus estejam repletos de Tua luz.
Tu estás oculto,
e no entanto revelas os nossos segredos ocultos.
Tu estás oculto em Tua essência,
mas visível em tuas dádivas.
Tu és como o vento,
nós somos a poeira.
Tu és como a alegria,
e nós somos o riso.
Tu és como a água,
nós somos a mó.
Pois a revolução da mó,
tão violenta,
testemunha a existência de uma corrente de água.

oração islâmica de tradição xiita, possivelmente ismaelita.

Contributo de José -
Guia dos Perplexos

3.5.06

Plenitude! (Manif 16)

Espreitar a luz
Sair do túmulo
Vencendo a cruz
Arrombar o casulo
Consolar a esperança
Aquecer o coração
Inaugurar a plenitude,
E, na explosão da eterna alegria,
decidir-se a ser…
...'Optimista Por Opção'
!

Contributo: NaSacris

2.5.06

Alegria (Manif 15)


Fazer os outros felizes, receber um sorriso verdadeiro que agradece sem mais, saber que na nossa pequenez podemos ser tanto para tantos. Alegria.

Este post foi publicado pelo Vasco Mello no seu Blog a 23 de Dezembro de 2005.
Mal saiba indicarei qual é o blog do Vasco.
Enviado por : Vasco Mello

Oferecendo-se (Manif 14)

... é estar sendo o que sou. Não! É ser, estando, o que Ele é em mim....

e...

Ele é em mim por ti,

Ele é em mim quando me deito e adormeço a rezar, também por ti...

Ele é em mim quando acordo de manhã e te digo que o dia vai ser espetacular,

esquecendo o sono poderoso, o cansaço incomensurável , a dor de cabeça que me bombardeia...

Ele é em mim quando, cedendo, vejo que tu tens razão, e ultrapasso a minha fraqueza,

olvidando o meu feitio orgulhoso, a arrogância insuportável, e a propotênciaque me consome...

Ele é em mim quando tu... lendo, pensas...

Alegria é viver oferecendo-me, Amando, a Deus todos os dias, e não háAlegria maior que o sorriso, e o beijo, e a mão dada a quem Amamos...

Enviado por Aquiles - Quebra-Gelo

1.5.06

Tempo de alegria (Manif 13)

Alegria, sim, porque alegre
E nova é a vida
Prometida
E cumprida
No crucificado renascido.
Alegre, sim, porque a morte
Continua a vir
Todos os dias,
Mas já em vão.
Alegria, sim, porque caio
E volto a caír
Para me descobrir
Levantado do chão.
Alegre, sim, porque choro
Lágrimas salgadas
De esperança.
Alegre, sim, porque as tardes
Pintam a fogo
Os dias cheios.
Alegre, sim, porque Deus
Me faz nascer
Sempre novo
Só por amor!


Texto de Manuel Vieira - No Adro

Levanta-te (Manif 12)

(enviada por Paulo de Tarso, fonte: www.1000imagens.com )

"Na primeira Páscoa cristã Jesus levantou-se do túmulo… venceu a morte…manifestou o triunfo da vida, a alegria, a festa! Em cada Páscoa testemunhamos uma natureza que desperta, que se levanta, que nos encanta,que nos fala de Deus, da sua luz e da força da sua ressurreição! Em cada Páscoa escutamos a prece confiada dos primeiros ressuscitados: «Não tenho ouro nem prata, mas o que tenho, isto te dou: Em nome de Jesus Cristo Nazareno, levanta-te e anda!» (Act 3, 6)"

Enviado por Paulo de Tarso - Levantai-vos

Alegria de Deus nos outros (Manif 11)

Descobri uma das maiores manifestações de alegria que poderá haver: o reconhecimento de Deus nos outros. Através desta manifestação, Deus vai deixando de ser abstracto, poucopalpável e menos próximo como era há uns tempos atrás. Claro que Deus semprese manifestou em todos nós, mas todos os sinais que enviava apenas seriamperceptíveis quando nos quiséssemos realmente aperceber deles. Agora, maisatento a tudo, reconheço no melhor de cada de amigos meus um pouco de Deus,o que confere à amizade um valor nunca antes atribuído!Assim, tudo isto contribui para que sejamos, decerto, "optimistas por opção"!

enviado por: António Santos Lourenço(Sir Rupert, na blogosfera - Quebra-Gelo)