28.10.06

Frases que agitam

Nas leituras e orações que vou fazendo, nas aulas que tenho, vou ouvindo frases... algumas densas, outras mais ligeiras, umas verdadeiramente aborrecidas, outras especialmente provocadoras.

Deixo aqui 3 das que mais me marcaram nos últimos tempos:

"Não tenho que preocupar-me. A mim cabe-me pensar em Deus, pensar em mim é problema Dele." (Simone Weil)

"Uma dependência radical em relação a Deus não cresce na proporção inversa, mas directa, com uma verdadeira autonomia perante Ele".(Karl Rahner)

"A verdade é a apropriação existencial (diante de Deus) dos nossos limites e da esperança que neles se anuncia." (Miguel Garcia-Baró)

(a última frase fica dedicada a duas amigas que fazem um Grande blog que só hoje descobri... cahama-se Fiat Lux)

27.10.06

Já entrei no debate...

A minha primeira contribuição para o debate está feita...
Chama-se "Aborto e imposição moral".
Quem quiser, pode lê-la aqui.

26.10.06

Referendo do Aborto

A minha declaração de princípios para este debate pode ser lida aqui.

Tendo em conta o convite do Manel para me associar ao Razões do Não, será aí que será feita a minha participação blogosférica no debate...

Sempre que publicar algum texto farei referência a essa publicação aqui no optimista, caso me pareça que tal se justifica.

22.10.06

E, porque não?...

Porque as razões do Manel são também as minhas razões.
Aconselho o Blog em que se vai expor as razões para votar não no referendo do Aborto.
Também vou entrar neste debate..., mais cedo ou mais tarde. Com serenidade, clareza e compreensão.

Em Madrid, contra a Pobreza








De vários quadrantes, ideologias, idades, crenças... contra a pobreza.
O que nos move... um grito que todos ouvimos pedindo que alguma coisa mude.
Talvez seja bom pensar o que cada um de nós pode fazer para além da Manifestação de ontem...

17.10.06

Poemas escolhidos 2

MAGNIFICAT

Ai, a vida!
Quanto mais me magoa, mais a canto.
Mais exalto este espanto
De viver.
Este absurdo humano,
Quotidiano,
Dum poeta cansado
De sofrer,
E a fazer versos como um namorado,
Sem a namorada que lhos queira ler.
Cego de luz, e sempre a olhar o sol
Num aturdido
Deslumbramento.
Cada breve momento
Recebido
Como um dom concedido
Que se não merece.
Ai, a vida!Como dói ser vivida,
E como a própria dor a quer e agradece.

( Miguel Torga)

12.10.06

Palavras escolhidas (3) : Abertura

Mudamos. De casa, de escola, de cidade, de país.
E levamos connosco uma certa visão das coisas. Chegamos e, ao avaliarmos a nova realidade usamos uma grande parte das imagens, dos conceitos que vieram agrarrdos aos livros, gurdados na mochila, escondidos nas fotografias. Conhecemos novas pessoas e rapidamente pensamos que esta ou aquela têm alguma coisa de parecido com um dos amigos que agora está mais longe.
Lemos notícias e enquanto tentamos perceber o seu contexto, a memória traz-nos recordações do espaço que deixámos. Julgamos ser melhores nisto, piores naquilo. Tudo isto é, de certa forma, inevitável...
Mas há um momento em que paramos(rezamos?). E, em segredo, ouvimos um convite a calar todas as comparações. Voltamos a abrir as páginas dos jornais, a contemplar as pessoas e desejamos que um grito de novidade estremeça dentro de nós e abra o nosso coração, o nosso olhar e a nossa inteligência.


P.S. Enquanto pensava em tudo isto, lembrei-me dos que chegam desterrados, des-habitados a um novo país.... fugindo, buscando um mundo que não encontram, ameaçados pela falta de papeis, às vezes encerrados temporiarmente.... sem referências, perdidas as seguranças afectivas, tolhidos de medo, que abertura podem ter...?

Poemas escolhidos 1













Jardim onde o vento batalha
E que a mão do mar esculpe e talha
Nu, áspero, devastado,
Numa contínua exaltação,
Jardim quebrado da imensidão.
Esteita taça
A transbordar da anunciação
Que às vezes nas coisas passa.

Sophia

(Excerto de «Jardim do Mar» in Mar - Antologia, Ed. Caminho)

10.10.06

Pela educação, a justiça

Juntei mais duas causas aos links deste blog e gostava de os convidar a conhecerem-nas melhor...
Uma tem mais de 50 anos a outra cerca de um ano...
São dois exemplos de como pela educação se promove a justiça.

Fe y Alegría
"Es un “Movimiento de Educación Popular Integral y Promoción Social” cuya acción se dirige a sectores empobrecidos y excluidos para potenciar su desarrollo personal y participación social.
Es un movimiento que agrupa a personas en actitud de crecimiento, autocrítica y búsqueda de respuestas a los retos de las necesidades humanas. Es de educación porque promueve la formación de personas conscientes de sus potencialidades y de la realidad, libres y solidarias, abiertas a la trascendencia y protagonistas de su desarrollo. Es popular porque asume la educación como propuesta pedagógica y política de transformación desde y con las comunidades. Es integral porque entiende que la educación abarca a la persona en todas sus dimensiones. Y es de promoción social porque, ante situaciones de injusticia y necesidades de sujetos concretos, se compromete en su superación y, desde allí, en la construcción de una sociedad justa, fraterna, democrática y participativa."


Proyecto Indía
".... queremos invitarte a compartir nuestros sueños sobre el futuro de los niños intocables en India... Si puedes dedicar dos minutos de tu tiempo a estos niños, sumergete en sus necesidades, su realidad... dejate soprender.
Actualmente los Jesuitas estan encargados de 38 universidades en India, entre ellos algunas son las mas prestigiosas en India. Nuestro sueño es poder dar la mejor educacion en todos los niveles (colegios y universidad) para los intocables o Dalits en Karnataka, India."

6.10.06

Entendimentos 1

No mar soltaste o medo, na terra viveste o céu
Desenhando as novas rotas, que a cruz te prometeu
Olhar seguro nas estrelas, coração esgotado em Deus
Episódios tão cansados de que nada se perdeu

Foto: Pica

Texto: Zé Maria Brito, sj

(Excerto de uma canção que invoca S. Francisco Xavier)


Entendimentos optimistas

Hoje, já daqui a pouco lançamos um novo espaço aqui no Optimista: Entendimentos.
De que se trata?
O meu amigo Pica é um verdadeiro artista da imagem(fotograda ou desenhada).
Já eu, sinto-me mais capaz para criar a partir das palavras. (não que me considere um artista)
E como nos entendemos basatnte bem, surgiu uma ideia.
Alternadamente, um tenta criar um texto ou uma imagem a partir da criação do outro.
Pode também acontecer que se recorra a um texto ou imagem do nosso arquivo pessoal para estabelecer o tal entendimento e responder à provocação lançada.

Para começar, o Pica escolheu uma Fotografia tirada num Acampamento que fizemos juntos este Verão.
Como tinha escrito a letra de uma música criada para esse campo, resolvi que o melhor era escolher um excerto dessa letra para ilustrar essa imagem.
... afinal, também passou pela partilha da nossa missão nesse acampamento muita da nossa capacidade de nos entendermos.
Pica: ainda bem que te juntaste ao Optimista.
o 1º entendimento vem já a seguir...
e, já agora, Bom fim-de-semana.

Letras escolhidas (2)

O meu amor tem lábios de silêncio
E mãos de bailarina
E voa como o vento
E abraça-me onde a solidão termina

O meu amor tem trinta mil cavalos
A galopar no peito
E um sorriso só dela
Que nasce quando a seu lado eu me deito

O meu amor ensinou-me a chegar
Sedento de ternura
Sarou as minhas feridas
E pôs-me a salvo para além da loucura.

O meu amor ensinou-me a partir
Nalguma noite triste
Mas antes, ensinou-me
A não esquecer que o meu amor existe.
(O Meu Amor Existe, Jorge Palma)

5.10.06

Será?

"A única possibilidade diante dos piores crimes da humanidade é o perdão" (Benjamim Buelta, sj)

Ouvi esta frase há pouco tempo.
Falei sobre isto com um amigo e ele perguntou-me:

Isso é mesmo assim, até quando falamos do holocausto?

Será?

O debate fica aberto... use-se a caixa de cometários.
Desafio que todos os que por aqui passem façam um esforço para perder uns minutos e entrar no debate.

E já agora um pedido, em jeito de regra para o debate... não centrem as vossas opiniões apenas no exemplo do holocausto

4.10.06

Insónia

Se eu soubesse ser amado

Esconderia os olhos

Para não me queimar

(Outubro 2006)

2.10.06

Palavras escolhidas (2): Decepção

"A decepção mantém o Amor em forma" (Franz Rosenzweig)

Ouvi esta citação a um dos professores que conheci hoje.
E pensei:
A decepção convida-nos a amar gratuitamente. Para além de toda a justificação, para além de toda a mágoa que nos possam causar, para além de toda a desilusão, amamos...
Amar na desilusão exige um enorme despojamento... de expectativas, de ilusões, de tudo o que julgamos merecer. No Amor não há mérito.
Os nossos pais, mais do que ninguém, podem ajudar-nos a entender a verdade desta afirmação. Não precisam de razões para amar o que somos e quando os desiludimos é quando, provavelmente, mais renovam a força do seu amor por nós. Não precisamos de merecer o seu Amor.
E se, aos nossos pais, nem sempre é possível ser assim, é assim Deus. Não temos que comprar o seu Amor. E quando o desiludimos Ele apenas deseja abraçar-nos...
E quando Deus nos desilude? E quando as coisas não saem como Lhe pedimos?
Procuramos o seu abraço, desposjamo-nos, gratuitamente diante Dele entregando-Lhe todas expectativas e ilusões?

nota: dedico este post a todos os que nos últimos tempos se tenham sentido decepcionados com alguém... a caixa de comentários está, como sempre, aberta!

1.10.06

Pequenos gestos para a paz

"A Comissão Nacional Justiça e Paz (C.N.J.P.), através do seu Observatório sobre a produção, o comércio e a proliferação das armas ligeiras, vai organizar, no próximo dia 28 de Outubro, uma festa para crianças e jovens, com o tema: “Por uma Sociedade sem armas: Desarmar os corações”.

mais informações aqui...